domingo, 15 de agosto de 2010 @ 18:28 | 0 Comente. | Topo.
3 de agosto de 2010. Segunda.
Acordei-me novamente com o soar do relógio que avisava que era hora de levantar. Arrumei-me, como de costume, comi como de costume, escovei os dentes e saí de casa, como de costume. Mas ao passar pela frente da casa do Lucas não o esperei, continuei caminhando e em alguns minutos havia chegado ao damas.
-Elisa! – Gritou Lucas correndo atrás de mim. – Você não me esperou...
-Mas que coisa, não? – Falei ironicamente e entrei no colégio. Eu estava sendo completamente ridícula, afinal, ele não era nada mais do que meu amigo, era completamente normal ele ficar com outra garota. Mas não para mim, não para mim. Continuei andando pelo corredor até chegar à sala.
-Lisa! – Exclamou Luana vindo ao meu encontro, levantei a sobrancelha em sinal de cumprimento e continuei andando até sentar numa cadeira na frente, longe deles, longe de tudo. As aulas se passaram lentamente, eu apenas fiquei observando a janela, as plantas, o ar, até finalmente tocar. Sai rapidamente da sala e fui caminhando até a cantina, nela estava ‘a novata’ sentada sozinha, ao menos até o Lucas chegar e a beijar. Ah, doía ver aquilo, doía muito. Era como se alguém houvesse roubado todo meu ar, tudo que costumava ser MEU ar, e eu nem sabia por que eu sentia aquilo, afinal, o ar nunca foi meu... Não sei por que agora eu me importava tanto com ele. Sentei-me num banco que havia perto da cantina e fiquei ali por cerca de cinco minutos, sozinha.
-Você sabe onde é a diretoria? – Perguntou um menino ao se sentar ao meu lado. Não reparei muito nele, apenas observei que ele tinha cabelos um pouco ondulados, pretos e olhos verdes.
-Sei. – Respondi e me virei novamente.
-Você pode me levar lá?
-Não tenho nada para fazer mesmo. – Respondi friamente e me levantei, fui andando em direção a diretoria enquanto ele me seguia em silêncio. – Pronto, aí está. – Me virei novamente para ele e só ai percebi que ele era bonito, não tanto quanto o Lucas, mas era bonito.
-Obrigado. – Suspirou. Movimentei os ombros para cima e para baixo num sinal de tanto faz e fui caminhando lentamente. – Hei! – Ele chamou novamente e veio correndo atrás de mim.
-O quê? – Falei me virando.
-Você não me disse seu nome.
-E por que é importante?
-Porque eu gostaria de saber.
-Tanto faz, não há por que você saber mesmo. – Dei as costas. Ele chamou novamente.
-Bernardo, meu nome é Bernardo.
-Tanto faz. - Resmunguei e fui andando até a porta da minha sala, não demorou muito e soou o toque, eu já estava dentro dela. Um pouco antes da professora de história entrar Lucas veio a minha direção, todo feliz, com um grande sorriso no rosto.
-Estou namorando. – O encarei e suspirei. Não respondi, apenas encarei a cadeira novamente, ele simplesmente saiu, depois de alguns segundos sendo ignorado. Idiota, estúpido, imbecil e retardo. O meu amor... As aulas se passaram mais devagar do que nunca, quando finalmente soou o toque e eu sai correndo para casa, literalmente. Não demorou muito e eu havia chegado.
-Andréa? – Gritei ao chegar. Ela veio ao meu encontro correndo.
-O que aconteceu? – Não respondi, apenas corri e a abracei. Quando me dei conta estava chorando. De uma maneira que não chorava há tempos, lágrimas escorriam do meu rosto. Ela me questionava o motivo, eu apenas chorava, chorava em seus braços. – O que houve? – Me questionou novamente.
-Por favor, diz que tudo isso é um pesadelo, trás ele de volta, faz ele ser meu... Eu preciso dele aqui. – Ela me apertava contra ela e pedia no meu ouvido para que eu não chorasse. Ficamos alguns minutos assim até que ela me puxou para a cozinha.
-Vamos, coma comigo. – Falou colocando um pote de sorvete a minha frente. – Sorvete, a melhor cura para corações quebrados.
-Então eu acho que tenho de comer um pote inteiro. – Ri, mesmo chorando. Comi todo o pote e logo depois subi para meu quarto e liguei meu computador. Logo que conectei a internet entrei no MSN. Recordo-me bem que assim que entrei no MSN Lucas falou comigo.
Lucas diz:
Elisa!!! Que saudade......
Demorei um pouco até responder, não sabia o que falar.
E! diz:
Eaí.
Arrependi-me de ter falado aquilo, talvez eu pudesse conquistá-lo, mas não. Não saberia como.
Lucas diz:
Você quer sair hoje?
Eu e você.
Meu coração pulou ao ouvir aquilo. ‘Eu e você.’ Nós.
E! diz:
E sua namorada?
Ele demorou um pouco até finalmente responder.
Lucas diz:
O que tem ela? Eu to falando de nós dois sairmos, como antigamente, apenas nós dois.
E! diz:
Certo.
Lembro-me bem do que senti, um embrulho subia por meu estomago, uma esperança brotava no meu coração.
Lucas diz:
To indo aí.
Lucas desligou-se.
Aquele era definitivamente o momento mais feliz da minha vida. Desliguei o computador rapidamente e corri até meu guarda-roupa. O abri, nele havia várias peças, comecei a jogar as que não me interessava em cima da cama, até que finalmente vi um vestido roxo e curto, peguei também um salto preto básico. Fui até o banheiro e tomei uma ducha básica, sai rapidamente, coloquei o vestido, o salto, e abri minha gaveta onde havia calçinhas e coloquei uma. Passei um lápis nos olhos e um brilho labial e comecei a descer as escadas. O encontrei no sofá, me esperando.
-Eu iria subir, mas você estava no banho. – Falou sorrindo.
-Você está lindo. – Suspirei. E ele realmente estava. Usava uma blusa laranja e uma calça jeans.
-Você está como sempre. Não preciso nem comentar. – Sorri. – Vamos? – Peguei em sua mão e gritei para Andréa.
-Volto logo. – Ela gritou um sim e eu fechei a porta atrás de mim. – Aonde vamos?
-Vamos para um parque.
-Qual parque?
-Aquele que tem os patinhos. – Rimos. ‘Os patinhos’. Lembro que foi no dia em que falei a ele que havia dado um beijo. Ele me perguntou sobre tudo. Entramos no táxi. Afinal, era uma distancia grande e ele não gostava de ir de ônibus, sempre andava de táxi... Sempre. Não demorou muito e estávamos na entrada do parque. Era lindo, todo branco, um grande espaço, ao ar livre. Apenas uma banca, onde se pagava a entrada. 5 reais para ser exata. Entramos, demos de cara com alguns brinquedos de crianças a direita e em frente um lago, onde havia vários pequenos barcos em forma de patos. Fomos até os patos.
-Querem um? – Questionou o funcionário do local.
-É. – Respondeu Lucas. Logo ela puxou um ‘pato’ e nos sentamos nele. Havia nele um tipo de ‘pedal’ usado em bicicleta que movimentava o barco, começamos a pedalar, até que finalmente chegamos ao meio do lago e paramos.
-Você ta estranha.
-É? – Falei ironicamente.
-O que ta acontecendo?
-Nada.
-Você nem ligou para o fato de eu estar namorando. – Algo remexeu no meu estomago naquele momento.
-É. – A única coisa que consegui falar.
-Ela é legal. – Ele sorriu. – Ela é especial.
-Isso é bom.
-É.
-Isso.
-Mas não tanto quanto você. – Sorri ao ouvir aquilo. Ele deitou sua cabeça no meu ombro e ficamos assim por minutos. Falamos sobre o passado. Nem parecia que algo tinha mudado. Mas sim, algo havia mudado. Voltamos para casa às 6 da tarde, ele insistiu a me levar até a porta.
-Boa noite. – Falei. Ele sorriu e me abraçou.
-Boa noite. – Dei as costas e fechei a porta atrás de mim. Corri até meu quarto e fiquei deitada em minha cama até o dia seguinte, nem me dei ao trabalho de tomar banho, não sonhei, afinal, havia vivido meu sonho naquele dia. A única coisa que atrapalhou foi aquele maldito despertador tocando e avisando que era hora de levantar. 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010 @ 18:21 | 0 Comente. | Topo.
2 de agosto de 2010, segunda.
O despertador tocou e eu me levantei, calmamente, no relógio, ou melhor, no meu celular informava ser 6 da manhã. Olhei em volta, meu quarto já não estava bagunçado, provavelmente Andréa havia arrumado. No térreo, barulho de pratos. Fui até o banheiro e fiquei encarando o espelho. Aulas, novamente. Não conseguia agüentar aquilo, não mesmo. Entrei no banho quente, de pouco mais de 2 minutos e logo depois sai com meu cabelo seco e meu corpo todo molhado, me enrolei numa toalha e fui até o quarto. Ao chegar ao quarto abri o guarda-roupa e peguei a farda escolar que já estava separada, me esperando. Deixei que a toalha caísse no chão e comecei a vestir minha roupa, da calcinha até o tênis, após estar pronta voltei ao banheiro e passei uma leve maquiagem. Apenas um pouco de lápis e sombra. Passei a escova sobre meu cabelo e o prendi. Soltei um riso irônico pro espelho.
-Elisa! – Chamou Andréa do andar térreo.
-Estou indo! – Gritei de volta e saí do quarto rapidamente. Em poucos instantes estava na cozinha, sentada a mesa. A minha volta estava Andréa. – Quando o papai e mamãe chegam?
-À noite. – Respondeu Andréa. Eles haviam viajado para a Argentina, a quase uma semana. Finalmente retornariam. E com eles, minha rotina... Em alguns segundos Andréa colocou o pão com queijo em cima da mesa e logo o comi.
-Vou escovar os dentes. – Avisei. Subi novamente e corri até o banheiro. Escovei os dentes como havia dito e logo depois peguei minha bolsa. – Tudo de volta, de novo. – Repeti para mim mesma um pouco antes de descer as escadas.
-Boa sorte. – Falou Andréa.
-Obrigada! – Falei enquanto fechava a porta atrás de mim. É eu iria precisar. Dei alguns passos até chegar à porta da casa do Lucas, não demorou muito e ele saiu.
-Mal a demora! – Falou se aproximando e me dando um abraço. Demos as mãos e fomos andando até o colégio. Não ficava tão longe dali. Duas quadras, para ser exata. Ficamos em silêncio todo o caminho. Talvez o beijo ainda estivesse nos afetando. Logo quando chegamos demos de cara com um colégio grande e amarelo. Chamado Damas, nosso colégio. Estudo nele desde o maternal. Seria impossível se eu não fosse popular lá. Fui entrando no colégio de mãos dadas com o Lucas como sempre. Algumas novatas nos olhavam estranho, afinal, deviam pensar que éramos namorados, e o que um menino daqueles fazia comigo. Soltei um riso irônico para uma loira que me olhava. Ah, coitada...
-Lucas, Elisa! – Falou Luana ao nos ver.
-Lu! – Falei a abraçando. Luana era realmente linda. Uma loira de olhos verdes, e com um corpo que barrava qualquer um. Sentia-me sempre um lixo perto dela. A soltei e o Lucas logo a abraçou. O toque soou e eu puxei os dois pela mão, poucos instantes depois estávamos na sala. Fomos direto para o fundo, o nosso lugar. Sentei no meio e o Lucas sentou-se a minha direita e a Luana a minha esquerda. As aulas passaram rápido, houve várias apresentações e várias tarefas. Até que finalmente soou o recreio. Luana se levantou e foi correndo até o namorado e eu segurei na mão do Lucas e fomos andando devagar.
-Elisa, eu quero falar sobre ontem... – Lucas falou quando estávamos saindo da sala, um frio subiu por minha barriga. Meu desejo era ouvir um ‘descobri que te quero. ’ Mas era praticamente impossível.
-Fale. – Falei com uma mágoa na voz.
-Desculpe, eu só queria experimentar, espero que não fique estranho entre nós. – Eu o encarei, era tão incrível o quanto ele conseguia ser frio. Mas tudo bem, sempre fomos amigos, apenas amigos. Eu soltei um sorriso falso e continuamos andando até chegar ao pátio e dar de cara com a Luana.
-Você vai me amar pra sempre! – Exclamou Luana parando o Lucas e o puxando para me soltar.
-O quê? – Questionou Lucas.
-Achei a garota perfeita! – Aquilo me fez sentir algum tipo de ciúme, mas não, deve ser bobo, eu não podia gostar dele, não do Lucas, não do meu Lucas. Lucas sorriu e Luana o puxou até uma das novatas. Bonita, por acaso. Sentou-se ao lado dela e eles ficaram conversando. Luana veio em minha direção e me puxou para se sentar com ela e o namorado. Fiquei em silêncio enquanto eles brincavam. Era difícil ver ele com outra. Mais difícil ainda ter que fingir que estava tudo bem. E mais difícil ainda era aceitar que gosto tanto dele tudo por causa de um beijo... O toque logo soou me levantei e fui para a sala sozinha. Ao chegar lá às aulas se passaram rapidamente, fora o fato de que Lucas ficou com um olhar perdido o tempo todo e aquilo estava acabando comigo. Não demorou muito e soou a saída, não esperei o Lucas, simplesmente saí andando até chegar a minha casa, olhando para o chão.
-Cheguei! – Gritei ao chegar fechando a porta atrás de mim e corri para meu quarto. Ao chegar ao meu quarto observei ele e me lembrei do dia anterior, aquilo doía tanto. Joguei-me na cama e fiquei pensando nele e nela. Sortuda, ah, sortuda! Como eu queria estar no seu lugar. Levantei-me novamente fechei a porta e liguei o ar condicionado, como de costume, e voltei a me deitar. Pensava no toque dele, no seu sorriso, na sua voz. Nele. Era tão estranho o querer tanto assim... Ri de mim mesma. Mas não havia nada a fazer, ele não é meu, pelo menos, não mais. Agora é dela, mas ah, esse beijo vai ficar na memória, ah se vai! Virei-me e dormi, não estava com saco para ficar acordada, ao menos nos meus sonhos ele era meu. 

@ 14:27 | 0 Comente. | Topo.
1 de agosto de 2010. Domingo.
Lá estava eu, no meu quarto rosa, deitada em minha cama quadrada. Cobertas estavam espalhadas pelo chão, uma porta aberta a minha direita, meu banheiro, que no momento encontrava-se bagunçado. O relógio tocava, eram meio-dia do ultimo dia de férias. Me levantei da cama calmamente e observei meu quarto. Ele era pequeno e quadrado. Tinha uma cama, um guarda-roupa embutido na parede e uma mesa, onde encontrava-se meu computador. E ah, claro, uma cadeira, que usava para me sentar em frente à mesa. Mais nada. Ah, haviam também as cobertas da cama, mais de seis, para ser exata, nunca entendi o motivo de tantas cobertas. Em cima da cama apenas meu travesseiro e o meu celular que havia me despertado. Virei-me devagar e dei de cara com a janela, uma janela grande, praticamente uma varanda, mas não, não era uma varanda. Era como uma porta sem saída, onde dava para ver o quarto do Lucas, meu melhor amigo. Fui até ela devagar e a abri, o Lucas provavelmente ainda estaria dormindo, era a única explicação para essa janela fechada dele. Fechei a janela e me virei para a bagunça do meu quarto, ah, não arrumaria agora, definitivamente não. Andei até o banheiro calmamente, ao entrar nele encontravam-se várias roupas no chão, um vaso sanitário, um balcão com cremes e maquiagens, um chuveiro e um espelho. Bem, um banheiro normal. Fui até o espelho, me observei. Bem, eu não sou a mais bonita, nem a mais feia. Sou a Elisa, tenho exatamente 15 anos de idade, sou normal como qualquer ser humano, já sofri, já amei, já curti e já menti. Minha beleza não era interior, definitivamente não! Sou uma pessoa extremamente antipática, desde criança, meus pais fazem questão de dizer. Minha beleza exterior? Bem, média. Tenho cabelos castanho claro, ondulados, mas não tanto. Meu olho é castanho escuro e tenho um rosto, digamos, bem desenhado. Ah, tenho espinhas, claro, sou humana. Meu corpo? Bem, sou magra, baixa e tenho umas grandes nádegas. Tecnicamente atraente. Até você me conhecer bem. Ai, é que tudo desanda. Mas voltando ao meu banheiro. Ajeitei meu cabelo, ou melhor, apenas toquei nele e voltei para o quarto. Dei mais uma olhada e saí dele, dei de cara com o corredor. Nesse corredor tinham três portas, um era o quarto dos meus pais, o outro era o banheiro e o último o meu. Não era uma grande casa, mas não chegava a ser pequena. Comecei a descer a escada que ficava de frente para meu quarto e dei de cara com a sala. Ah, uma bela sala. Nela tinha apenas uma televisão de plasma com 40 polegadas, dois sofás e um tapete antigo da minha mãe. Apenas. Andei então até minha cozinha, ficava ao lado da sala, lá havia uma grande mesa de seis lugares e separado por um balcão de mármore a cozinha, que tinha fogão, geladeira, armários, pias, coisas normais de qualquer cozinha. Olhei em volta. Ninguém.
-Alguém ai? – Chamei em voz um pouco alta, logo Andréa apareceu. Andréa era nossa empregada, minha mãe trabalhava de segunda á sexta, das 7 da manhã ás 10 da noite, ou seja, era impossível ter tempo de cuidar da casa. Por isso a Andréa cuidava dela. Soltei um sorriso e fui me sentar à mesa. A Andréa tinha em média seus 25 anos, era solteira, uma morena bonita, com olhos e cabelos pretos. O que ela tinha de especial? Bem, fazia o melhor pão com queijo do mundo. Minha comida favorita. Não demorou muito e estava lá, na minha frente, pão com queijo e coca-cola. – Obrigada, Andréa. – Murmurei. Ela sorriu.
-Daqui a menos, estaremos na hora do almoço. – Falou com seu sotaque carioca. Sorri. Comecei a comer, pensando no dia de manhã. Ah, minhas tão amadas férias, estariam acabadas. Era o fim de dormir de 4 da manhã por ficar no computador. Ah, que dó. Agora tinha que me focar nos estudos. Ou melhor, agora não. No momento a única coisa que tenho que me focar é este pão com queijo... Ri de mim mesma. Comecei a comer e logo terminei.
-Obrigada, Andréa. – Falei me levantando e saindo para a escada até que ouvi alguém bater a porta. Fui atender. – Lucas! – Exclamei ao vê-lo. Ele era lindo, mas só meu melhor amigo. Loiro e com olhos verdes. Seu corpo era musculoso, ou seja, delicioso, como dizem as meninas. Ele não namorava, pois acreditava em amor, em príncipes de contos de fadas. Bem, romântico não? Ele tinha a minha idade, 15 anos. Ou melhor, eu era dois dias mais velha que ele. Éramos tão apegados, desde pequenos. Era a ele que confiava meus maiores segredos.
-Elisa! – Exclamou ao me ver e me envolveu num abraço. Puxei-o para dentro e fechei a porta atrás dele.
-Acabou de acordar, não? Fui até sua janela e você não estava lá. – Ele riu.
-Sempre olhando para minha janela? – Ri também. Andamos até o sofá e lá nos sentamos, colocamos qualquer coisa para assistir e ficamos ali, abraçados, assistindo algo que estava passando. Era sempre assim. A companhia dele me confortava. Ficamos assim por alguns minutos, cerca de meia hora, até Andréa nos chamar para almoçar. Fomos até a cozinha e comemos, sempre brincando. Sempre eu e ele. Até aí estava tudo bem. Terminamos de comer e ele se virou para mim.
-Quer brincar? – Questionou. Soltei um sorriso amarelo.
-Do quê? – Parecíamos duas crianças. Como antigamente...
-De verdade ou conseqüência. – Eu sorri. Confirmei que sim e ele me puxou pela mão até meu quarto. Ao chegarmos lá ele trancou a porta e nos sentamos no chão. Ele girou a sandália, havíamos combinado que quem ficasse com a parte da frente iria perguntar. Ele ficou com a frente. – Conseqüência ou verdade?
-Conseqüência. – Falei rindo.
-Me dê um beijo. – Ele pediu. Eu o encarei.
-Do que você está falando?
-Eu quero só um beijo, Elisa, só para saber como é. – O Lucas era BV. Não havia como recusar. Fechei os olhos e me aproximei dele, em poucos instantes sua boca estava contra a minha, parecia uma dança, nossas línguas se entrelaçavam perfeitamente. Até que paramos. O olhei timidamente.
-Está tarde Lucas. – Disse sem nem sequer olhar o relógio. Ele apenas balançou a cabeça.
-Então está bem... – Falou se levantando. – Nos vemos amanhã?
-Sim, sempre. – Ele sorriu um sorriso maravilhoso, um sorriso esplêndido e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Sentei-me na cama e fiquei pensando naquele beijo. O primeiro dele. O mais especial para mim. Não era qualquer um, ora. Era o Lucas, o meu Lucas. Ah, que pensamentos eram aqueles? Ele era apenas meu amigo. Ri de mim mesma. Olhei para o relógio, três da tarde e eu estava bem cansada. Resolvi dormir todo o resto do dia. Dormi até exatamente o outro dia, até que final o desperto tocou ás 06h00min da manhã.

@ 14:18 | 0 Comente. | Topo.
Prólogo
            
Por que eu me senti assim? Ele era meu amigo, agora ele era mais que isso. Mais que tudo. Como num clique eu passei a amar ele. Meu simples amigo. Meu melhor amigo. Não sei descrever o amor, e todos sabem disso. Não sei, não sei mesmo por qual razão o amo tanto assim, nem sei descrever, como já disse. Mas só sei que cada toque em de sua mão me faz arrepiar, pensar em vê-lo novamente faz meu coração parar e pensar em você ao meu lado é algo completamente delicioso. Você é meu vicio. Eu só tenho uma pergunta, será que você um dia conseguirá se sentir do mesmo jeito que eu? Amar-me do mesmo jeito que eu? Será que um dia quem irá estar ao seu lado será eu e não ela? 


Um pouco.
Eu o amava, meu melhor amigo. Eu o amava. Tudo por um beijo, um maldito beijo. Ah, mas eu o amava.

Qualquer dúvida ou reclamação www.formspring.me/claralisonswift


Músicas recomendadas.
Hey there delilah.
Distance.

Formas e cores, paixões e dores. Amigos e amores.
Mesmo sendo difícil respirar sem ele, eu irei conseguir.

Importante
Não copie, tenha sua própria criatividade.